terça-feira, 8 de maio de 2012


Estilos
New Age Apenas musica ou uma armadilha 




A música New Age começou na década de 60 junto com o movimento filisófico-espiritual de mesmo nome. O movimento New Age teve início na segunda metade do século 20 e foi fortemente influenciado por alguns cientistas e filósofos dos séculos 18 e 19. É uma filosofia de vida que mistura elementos espirituais, astrológicos, filisóficos e científicos e seus seguidores acreditam que o corpo, a mente e o espírito estão interligados. É um movimento que valoriza a espiritualidade livre, sem dogmas ou sacerdotes representantes. Há quem acredite que New Age tem algo de satânico, rs.
Justamente por fazer parte desse movimento, a música New Age tem como objetivo relaxar, trazer inspiração e energia positiva, aguçar os sentidos, despertar sentimentos de harmonia e paz. Por isso é muito usada na meditação. Se caracteriza também pelo uso de instrumentos como harpa, violino, flauta, teclados e até sintetizadores, além de sons da natureza.
Mas o estilo ganhou popularidade na década de 80 com musicos como Enya. Suas músicas são otimistas e nos trazem sensação de bem-estar, de conforto, da vontade de meditar mesmo, rs. Bem típico do New Age. Seu álbum mais conhecido é o segundo, Watermark, com músicas como "Orinoco Flow" e "Caribbean Blue". Mesmo quem não conhece muito bem o estilo conhece as músicas desse álbum, principalmente essas duas. Um de seus álbuns, o Shepherd Moons, lhe rendeu o Grammy de "Melhor Álbum New Age".
Outro nome de grande peso é Jean Michel Jarre. Vindo de uma família de músicos experientes, sua carreira teve início na década de 70. Na década de 80 já era um músico bem conhecido e polêmico. Seu pai, Maurice Jarre, venceu 3 Oscars e compôs a trilha sonora de mais de 150 filmes, entre eles "Dr. Jivago" e "Lawrence da Árabia". Seu avô, Andre Jarre, tocava Oboé e era engenheiro musical. Está explicado porque é um musico tão excelente e criativo. Ganhou diversos prêmios, muito merecidamente por sinal, e teve vários recordes homologados pelo Guinness Book. Embora parte de seu trabalho seja considerado New Age, acho que seu estilo se encaixa mais como música eletrônica e experimental. Para dizer a verdade acho um pouco difícil classificar a música de Jean Michel Jarre, acho que ele tem um estilo muito próprio. Na verdade não existe nada igual.
Loreena McKennitt é um nome que deve ser citado também. Nascida em uma zona rural do Canadá, filha de uma enfermeira e um comerciante de gado, Loreena sempre teve interesse pela música e quando teve contato com a música celta, no final dos anos 70, se descobriu completamente atraída por essa rica cultura. Lançou seu primeiro álbum em 1985 e, embora seja mais voltada para musica celta, é considerada um grande nome da música New Age. Como suas músicas falam muito sobre mitos e tradições populares, a cantora mistura elementos de cultura celta e música erudita, utiliza instrumentos folclóricos como flautas e harpas ao mesmo tempo que utiliza recursos eletrônicos obtidos através de sintetizadores.

Apesar de ter começado em 1990, não podemos deixar de falar do Enigma. Criado pelo alemão Michael Cretu, Enigma é o projeto de New Age mais fiel ao estilo. Além de usar os instrumentos típicos, Michael também utiliza trechos de canto gregoriano, o que dá uma conotação mais mística e "enigmática" ainda. Suas músicas são bem elaboradas, tanto a letra quanto a melodia. São bem relaxantes e nos dão sensação de bem-estar. Assim como acontece quando ouvimos Enya, ouvir Enigma dá vontade de meditar, rs. A maior parte do vocal feminino é feito por sua esposa, Sandra. Quem não se lembra de "(I'll Never Be) Maria Magdalena"? Um projeto recente e que foi bem influênciado pelo Enigma, é o Era, craido pelo francês Eric Lévi. Também é bom, mas é o lado mais "pop" do New Age, rs. 


Natascha Coelho


New Age Política e religião

No âmbito religioso misturam também princípios filosóficos e místicos. Alguns instrumentos usados para esses fins são as pirâmides, filosofias orientais, energias cósmicas, cristais energéticos, amuletos, pensamentos positivos, esoterismo (cabala, horóscopo, mantra, mapa astral, Yoga, relaxamento, “ecologia”, aura em harmonia com o corpo, Yin Yang). Acredita-se que a humanidade, assim como todas as coisas, são UM (estão em unidade) com o Cosmos (ou "Deus"). Você mesmo assume-se como parte de Deus.
O oculto, o misterioso, o esoterismo, a astrologia, destino, medicina alternativa com filosofias, estrelas influenciando as nossas atitudes, livros de auto-ajuda... Tudo isso faz parte da Nova Era. Esse movimento se sustenta em 4 pilares (Subestrutura científica, O uso de “doutrinas” das religiões orientais, Nova Psicologia e Astrologia). Dentro do prisma da "Nova Era" está a uniformização, principalmente a do sistema econômico, as “leis” da globalização, como percebemos em nossos dias, estão envolvidas nesse processo.
Algumas pessoas, principalmente de religiões cristãs, afirmam que o movimento "Nova Era" não passa de uma fraude, a qual prepara o terreno para o surgimento do Anticristo, onde serão unificadas as religiões.

[editar]Crenças

Tipicamente, os new agers partilham de algumas, (não necessariamente de todas), das seguintes crenças que foram adotadas de outras filosofias a fim de completar sua propria ideologia:
  1. Toda a Humanidade, - na verdade toda a vida, tudo no Universo. - é espiritual e está ligado entre si. Tudo participa da mesma EnergiaDeus é o nome para esta "energia".
  2. Os seres espirituais (exemplo: anjos, guias espirituais, elementais, espíritos, extraterrestres, ...) existem. Podem nos guiar se nos dispusermos a ser por eles guiados.
  3. mente humana tem níveis de profundidade e vastos poderes que podem mesmo substituir a realidade. "tu crias a tua própria realidade com a tua mente". No entanto isto é determinado por algumas leis espirituais (karma).
  4. indivíduo nasce na terra com um propósito. Tem a missão de aprender. A mais importante lição para aprender nesta vida é o Amor.
  5. morte não é o fim. Há vida em diferentes formas e dimensões. Uma vida depois da morte não existe nunca para nos punir mas para nos ensinar pelos mecanismos da Reencarnação e eventualmente pelas experiências de Quase Morte.
  6. Ciência e a Espiritualidade são em última análise harmonizáveis. As novas descobertas em Ciência, Teoria da Evolução, Mecânica Quântica entendidas de maneira acertada apontam para princípios espirituais.
  7. Há uma coisa partilhada por todas as religiões, que a Intuição ou "ser guiado divinamente" é melhor para ser usado na nossa vida pessoal do que o racionalismo, o cepticismo ou o método científico. A ciência ocidental erradamente negligencia coisas como a parapsicologia, a meditação, e a saúde holística.
  8. Há um núcleo místico de sabedoria em todas as religiões Orientais e Ocidentais. O dogma e a identidade religiosa não são importantes mas sim o conteúdo espiritual.
  9. Há princípios místicos masculino/feminino nas coisas, que assim como no ying/yang só se completam na sua união.
  10. As formas femininas da espiritualidade, incluindo imagens femininas do divino, são vistas como tendo sido subordinadas, escondidas pelas religiões tradicionais patriarcais. São divindades anteriores às religiões patriarcais. O renascimento do feminino é particularmente apropriado ao nosso tempo.
  11. As antigas civilizações como a Atlântida devem ter existido deixando para trás certos monumentos (como As Pirâmides do EgiptoStonehenge) cuja verdadeira natureza não foi descoberta pelos Historiadores mainstream.
  12. Não há coincidências (Jung chamou a isso de Sincronicidade). Tudo à tua volta tem significado espiritual. E tudo te pode ensinar lições espirituais. As adversidades são lições de vida.
  13. mente tem poderes e capacidades escondidos que têm significado espiritual. Os sonhos e as experiências psíquicas são modos de as almas se expressarem.
  14. Meditaçãoyoga, t'ai chi, e outras práticas orientais são válidas e devem ser desenvolvidas.
  15. comida que comes afecta-te a mente assim como o corpo. É preferível comer comida vegetariana. A carne tem por base a morte de animais, é por isso um alimento que tem dentro uma carga de violência.
  16. Em rigor qualquer relação interpessoal tem potencial para desenvolvermos o nosso espírito.
  17. Aprendemos nas relações com as outras pessoas passando a saber o que é que precisamos de desenvolver em nós próprios e quais forças temos que trazer aos outros para também os ajudar.
  18. Todas as nossas relações vão ser repetidas até serem curadas, se necessário através de várias encarnações.
  19. Como Almas que procura a unidade com o Todo o nosso objectivo último é o de Amar a toda a gente com quem temos contacto.
  20. Certas localidades certos locais têm propriedades especiais de energia, esta pode ser energia feminina ou masculina. Esses locais são chamados de vortex (ou portais) e esses locais são considerados sagrados e têm propriedades curativas pelas populações ancestrais indígenas desses locais.
Fonte:Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.    http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Era
Nós  sabemos que toda a verdade vem de Deus sabemos que Jesus é o caminho a verdade e avida e que não existe outro caminho a não ser ele , Sabemos também que Satanás nunca se revelaria como um gênio do mal ele se rebelou contra Deus por se achar tao importante quanto o Próprio Deus e vemos esta tal filosofia que prega a paz o amor dizer que Você mesmo assume-se como parte de Deus.
Foi esse o erro de satan e agora ele quer compartilhar sua sentença que em breve recebera de Deus com toda a humanidade , Não podemos aceitar nenhuma doutrina que esteja contraria as palavras contidas na Biblia sagrada Vamos ver o que diz o Livro APOCALIPSE  (cap. 22)·
14 Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes [no sangue do Cordeiro] para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.

·APOCALIPSE  (cap. 22)·
17 E o Espírito e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida.

·APOCALIPSE  (cap. 22)·
19 e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão descritas neste livro.

 Irmãos sabemos que só Jesus pode nos dar a verdadeira Paz  devemos vigiar a todo tempo afim de não sermos enganados por nenhum tipo de filosofia que tenta roubar a Gloria de Deus, Veja a baixo o trabalho dos catolicos a este respeito:

INTERVENÇÃO DO CARDEAL PAUL POUPARD
NA APRESENTAÇÃO DE UM DOCUMENTO
SOBRE A "NEW AGE"
3 de Fevereiro de 2003

1. Da New Age (Nova Era) já se falou muito e continuar-se-á a falar. Quanto a mim, pedi a um especialista, Jean Vernette, que fizesse uma análise dos Movimentos da New Age para a terceira edição do meu Grande Dizionario delle Religioni (Grande Dicionário das Religiões), que os descreve com os seguintes termos: "Os Movimentos da New Age, como um grande rio fluente, com múltiplos afluentes, representam uma forma típica de sensibilidade religiosa contemporânea, como uma nova religiosidade que reveste muitos caracteres da Gnose eterna" (Piemme, 2000, pp. 1497-1498). Além disso, à New Age foram dedicados recentemente dois números especiais da Revista trimestral de cultura religiosa, intitulada Religioni e sette nel mondo [Religiões e seitas no mundo] (1996, nn. 1-2). No meu editorial, apresentei este fenómeno recorrendo às seguintes expressões: "O fenómeno da New Age, juntamente com muitos outros Movimentos religiosos, constitui um dos desafios mais urgentes para a fé cristã. Trata-se de um desafio religioso e, ao mesmo tempo, cultural: a New Age propõe teorias e doutrinas sobre Deus, o homem e o mundo, que são incompatíveis com a fé cristã. Além disso, a New Age é o sintoma de uma cultura em profunda crise e, ao mesmo tempo, uma resposta errónea a esta situação de crise cultural: às suas inquietações e interrogações, às suas aspirações e esperanças" (Religioni e sette nel mondo, 6 [1996], pág. 7).
Hoje, juntamente com Sua Ex.cia Rev.ma D. Michael Louis Fitzgerald, Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso, tenho a honra de apresentar um Documento sobre este fenómeno, elaborado pelo Rev.do Pe. Peter Fleetwood, ex-Oficial do Pontifício Conselho para a Cultura, e pela Dra. Teresa Osório Gonçalves, do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso. Portanto, trata-se do fruto de uma autêntica e longa colaboração interdicasterial, precisamente com vista a ajudar a responder "com docilidade e respeito", como já recomendava o Apóstolo Pedro (1 Pd 3, 15), a este desafio religioso e, ao mesmo tempo, cultural.
2. Hoje a cultura ocidental, actualmente seguida de muitas outras culturas, está a ser atravessada por um sentido da presença de Deus, quase instintivo àquilo que muitas vezes se chama visão mais "científica" da realidade. Tudo deve ser explicado segundo os termos das nossas experiências quotidianas. Qualquer coisa que faça pensar nos milagres, torna-se imediatamente um motivo de suspeita. Assim, todos os gestos e os objectos simbólicos, conhecidos como sacramentais, outrora parte da práxis religiosa quotidiana de todo o católico, hoje são, no panorama religioso, muito menos evidentes do que antes.
3. Os motivos desta transformação são numerosos e diversos, mas todos fazem parte daquela passagem cultural geral das formas tradicionais de religião a expressões mais pessoais e individuais, daquilo que agora se define como "espiritualidade". Ao que parece, na origem desta transformação existem três motivos diferentes. O primeiro consiste na sensação de que as religiões tradicionais ou institucionais não podem dar aquilo que outrora se afirmava que podiam oferecer. Na sua visão do mundo, algumas pessoas não conseguem nem sequer encontrar espaço para acreditar num Deus transcendente pessoal, e a experiência pessoal de muitos indivíduos levou-os a perguntar se este Deus tem o poder de realizar transformações neste mundo, ou até mesmo se Ele existe. As experiências negativas que investiram o mundo inteiro fizeram com que algumas pessoas se tornassem muito cínicas no que diz respeito à religião: penso em acontecimentos terríveis, como no Holocausto e nas consequências da bomba atómica, lançada sobre Hiroxima e Nagasáqui, no final da segunda guerra mundial. Dei-me conta disto pessoalmente, durante a minha recente viagem a Nagasáqui, quando tive o privilégio de rezar, mas senti-me totalmente incapaz de encontrar palavras, diante do monumento à memória daquelas pessoas cujas vidas foram aniquiladas ou comprometidas para sempre, naquele mês de Agosto de 1945. Hoje, a ameaça de uma guerra no Médio Oriente traz-me à mente as recordações do meu pai, socorrista durante a segunda guerra mundial. Aquilo que ele me contava sobre os horrores da guerra faz-me compreender mais facilmente as dúvidas das pessoas acerca da existência de Deus e da religião. A confusão de muitos indivíduos diante do sofrimento dos inocentes, explorada também por determinados Movimentos, explica em parte a fuga de alguns crentes para as fileiras dos mesmos.

4. Há outro motivo para explicar uma certa inquietude e uma determinada rejeição da Igreja tradicional. Não devemos esquecer que na antiga Europa as religiões pagãs pré-cristãs eram muito fortes e, com frequência, havia conflitos indecorosos, ligados à mudança política, mas inevitavelmente tachados de opressão cristã das antigas religiões. Um dos mais significativos desenvolvimentos naquele que se poderia definir como o campo "espiritual" no século passado, em maior ou menor medida, foi o retorno às formas pré-cristãs de religião. As religiões pagãs desempenharam um papel notável na defesa de algumas das mais violentas ideologias racistas da Europa, revigorando desta maneira a convicção segundo a qual certas nações têm um papel histórico de alcance mundial, a ponto de terem o direito de submeter outros povos, e isto comportou quase inevitavelmente um ódio pela religião cristã, considerada como recém-chegada ao cenário religioso. A complexa série de fenómenos, conhecidos com o termo de religiões "neopagãs", revela a necessidade, sentida por algumas pessoas, de inventar novos modos de "contra-atacar" o cristianismo e voltar a uma forma mais autêntica de religião, mais intimamente ligada à natureza e à terra. Por isso, deve reconhecer-se que não há lugar para o cristianismo na religião neopagã. Quer se queira, quer não, verifica-se uma luta para conquistar as mentes e os corações das pessoas na relação entre o cristianismo, as antigas religiões pré-cristãs e as suas "primas" de desenvolvimento mais recente.
5. O terceiro motivo, na origem de uma decepção bastante difundida no que se refere à religião institucional, deriva de uma crescente obsessão na cultura ocidental, pelas religiões orientais e os caminhos da sabedoria. Quando se tornou mais fácil viajar fora do seu próprio território, os europeus aventureiros começaram a explorar lugares que antes conheciam somente através das páginas de antigos textos. O fascínio do exótico colocou-os numa relação mais estreita com as religiões e as práticas esotéricas de várias culturas orientais, do Antigo Egipto à Índia e ao Tibete. A convicção crescente de que existe uma certa verdade de base, um núcleo de verdade no coração de toda a experiência religiosa, levou à ideia de que se podem e se devem acolher os elementos característicos das diversas religiões para chegar a uma forma universal de religião. Uma vez mais, neste empreendimento há pouco espaço para as religiões institucionalizadas, em particular o hebraísmo e o cristianismo. Vale a pena recordá-lo, na próxima vez que tiverdes a ocasião de observar um anúncio publicitário relativo ao budismo tibetano ou a qualquer tipo de encontro com um xamanista, coisas estas que podereis observar em qualquer capital europeia. O que me preocupa é o facto de que muitas pessoas, comprometidas em tais géneros de espiritualidade oriental ou "indígena", não estão completamente conscientes do que se oculta por detrás do convite inicial para participar nestes encontros. Além disso, é digno de nota o facto de que, desde há muito tempo, existe muito interesse pelas religiões esotéricas nalguns círculos maçónicos que visam uma religião universal. O Iluminismo promovia a ideia segundo a qual era inaceitável que existissem tantos conflitos e se fizessem tantas guerras em nome da religião. Não posso senão estar de acordo com isto. Porém, seria desonesto deixar de reconhecer uma difundida atitude anti-religiosa que se desenvolveu a partir da originária preocupação de garantir o bem-estar à humanidade. Também neste caso, considera-se com frequência como um conflito religioso aquele que, na realidade, não é senão um embate de natureza política, económica ou social.
6. O espírito desta nova religião universal é explicado mais claramente, de maneira muito popular, no "musical" Hair (1960) quando, ao público do mundo inteiro, se disse que "esta é a aurora da Era do Aquário", uma Era fundamentada sobre a harmonia, a compreensão e o amor. Em termos astrológicos, a Era dos Peixes foi identificada com o período em que o cristianismo teria predominado, mas esta Era, ao que parece, deveria terminar depressa, para dar lugar à Era do Aquário, quando o cristianismo perderia a sua influência, abrindo caminho para uma religião universal mais humana. Uma boa parte da moral tradicional deixaria de ter lugar na nova Era do Aquário. O modo de pensar das pessoas seria transformado completamente e já não existiriam as antigas divisões entre homens e mulheres. Os seres humanos deveriam ser sistematicamente chamados a assumir uma forma de vida andrógina, em que ambos os hemisférios do cérebro são oportunamente utilizados de forma harmónica, e não divididos, como agora.
7. Quando vemos e ouvimos a expressão New Age, é importante recordar que, originariamente, ela se referia à Nova Era do Aquário. O Documento que hoje vos é apresentado constitui uma resposta à necessidade sentida pelos Bispos e pelos fiéis em diversas regiões do mundo. Foram eles que pediram muitas vezes ajuda para responder melhor a este fenómeno, hoje omnipresente. O próprio título deste Documento esclarece, desde o começo, que o Aquário nunca poderá dar aquilo que Jesus Cristo pode oferecer. O encontro entre Jesus Cristo e a samaritana, no poço de Sicar, narrado pelo Evangelho de João, é o texto-chave que orientou a reflexão durante a preparação do relatório provisório sobre a New Age, que agora vos é apresentado. Como se pode ver, o Documento não está de modo algum destinado a ser uma declaração definitiva sobre este tema. Trata-se de uma reflexão pastoral, destinada a ajudar os Bispos, catequistas e quantos estão comprometidos nos vários programas de formação da Igreja, com vista a identificar as origens da New Age, para ver de que forma ela consegue influenciar a vida dos cristãos, e para elaborar meios e métodos capazes de enfrentar os numerosos e diversos desafios que a New Age está a lançar à comunidade cristã, nas regiões do mundo onde se encontra presente. Pode tratar-se também de um desafio para os que se sentem cristãos, tentados por aquilo que a New Age afirma a propósito de Jesus Cristo, para reconhecer as inúmeras diferenças entre o Cristo cósmico e o Cristo histórico. Em última análise, este Documento é um ulterior fruto da atenção da Igreja pelo mundo. Ele nasce do dever que a Igreja tem de permanecer fiel à Boa Nova da vida, da morte e da ressurreição de Jesus Cristo, que oferece verdadeiramente a água da vida a todos aqueles que se aproximam dele com a mente e o coração abertos.
8. A natureza e o alcance do Documento serão melhor entendidos, se eu vos explicar de que maneira ele foi escrito. Existe uma Comissão interdicasterial de estudo que se ocupa de seitas e de novos movimentos religiosos. Fazem parte desta Comissão os Secretários dos Pontifícios Conselhos para a Cultura, para o Diálogo Inter-Religioso e para a Promoção da Unidade dos Cristãos, bem como da Congregação para a Evangelização dos Povos. Para preparar este Documento, os Oficiais dos quatro mencionados Dicastérios do Vaticano, encarregados da redacção do texto, foram coadjuvados por um Oficial da Congregação para a Doutrina da Fé.
Assim, é claro que a Santa Sé viu neste trabalho um importante projecto a realizar correcta a cuidadosamente. Foi necessário um longo período de tempo, antes que o Documento fosse divulgado. Todavia, faço votos a fim de que ele suscite reflexões entre os Bispos e nas comunidades católicas e cristãs de todos os tipos. Se ele for substituído por um texto melhor e de índole mais definitiva, significará que alcançou a sua finalidade, estimulando quantos estão comprometidos na pastoral e as pessoas que trabalham com eles, a reflectir sobre este tema de maneira teológica.
9. O Documento quer encorajar os seus leitores a fazerem o melhor que puderem para entender correctamente o fenómeno da New Age. E isto exige uma atitude aberta... Contudo, gostaria de dizer que poderiam verificar-se queixas da parte de cristãos que, ao lerem este Documento, observarem que algumas formas actuais de espiritualidade, em que estão comprometidos, são objecto de crítica por parte do Documento. Já é problemático o próprio facto de recorrer ao uso do termo New Age para definir este fenómeno. Por isso, alguns preferem utilizar o termo New Age mas, falando sinceramente, na minha opinião trata-se apenas de um afastamento do problema, do ocultamento do mesmo com o nevoeiro terminológico. O facto de que o termo inclui muitas coisas indica também que nem todos aqueles que adquirem produtos da New Age ou afirmam que obtêm algum lucro de uma terapia da New Age abraçaram efectivamente a New Age. Por conseguinte, é necessário um certo discernimento, tanto no que se refere aos produtos com a etiqueta da New Age, como no que diz respeito àqueles que, em maior ou menor medida, poderiam ser considerados "clientes" da New Age. Clientes, devotos e discípulos não são a mesma coisa. Honestidade e integridade exigem que sejamos muito prudentes e que não generalizemos, julgando com muita facilidade.
10. Como conclusão, gostaria de dizer simplesmente que a New Age se apresenta como uma falsa utopia para responder à profunda sede de felicidade do coração humano, à mercê da dramaticidade da existência e insatisfeito com a profunda imperfeição da felicidade moderna. A New Age apresenta-se como uma resposta enganadora à esperança mais antiga do homem, a esperança de uma Nova Era de paz, de harmonia e de reconciliação consigo mesmo, com os outros e com a natureza. Esta esperança religiosa, tão antiga como a própria humanidade, constitui um apelo que brota do coração dos homens, especialmente em tempos de crise. O breve Documento agora apresentado ajudará a compreender melhor este fenómeno, a discernir entre as propostas existentes e a suscitar na comunidade cristã um renovado compromisso a anunciar Jesus Cristo, Portador da Água Viva.
Estou impaciente por seguir o debate que, sem dúvida, o nosso Documento suscitatá, enquanto agradeço sinceramente a todo o grupo de especialistas, de modo particular ao Pe. Peter Fleetwood e à Dra. Teresa Osório Gonçalves, que trabalharam com energia e afã para o poderem redigir.
 JOÃO  (cap. 14)·
20 Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.

Mais uma veis eu vos falo:só Jesus pode nos dar a verdadeira Paz  devemos vigiar a todo tempo afim de não sermos enganados por nenhum tipo de filosofia que tenta roubar a Gloria de Deus e a coroa de vida que ele nos promete se formos fiéis até o fim.