segunda-feira, 2 de maio de 2016

Um Casal em união estável pode-ser batizado?

Um Casal em união estável pode-ser batizado?

Para melhor compreendemos este assunto temos que observar, quais são as ordenanças de Deus a respeito do casamento:
Deus criou o homem e a mulher, o macho e a fêmea (Gn 1.27). O relacionamento conjugal só é possível entre um homem e uma mulher, entre um macho e uma fêmea biológicos.
O casamento é entre um homem e uma mulher. um foi feito para o outro e é adequado ao outro física, emocional, psicológica e espiritualmente. Somente a relação heterossexual pode cumprir os propósitos de Deus para a família.
Diz o texto bíblico: “Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe [e unir-se-á a sua mulher]”
Não diz o texto que o homem deve unir-se às suas mulheres. Deus não criou mais de uma mulher para Adão nem mais de um homem para Eva. Tanto a poligênica como a poliandra estão em desacordo com os princípios de Deus para o casamento (Dt 28.54,56; Sl 128.3; Pv 5.15-21; Ml 2.14).
Essa norma não foi apenas estabelecida na criação, mas também foi reafirmada na entrega da lei moral.
 A lei de Deus ordena: “… não cobiçarás a mulher do teu próximo…” (Ex 20.17). O uso do singular é enfático. Moisés não deu provisão à questão da poligamia. Os casamentos poligâmicos sempre foram marcados por muitos prejuízos e grandes desastres.
 O apóstolo Paulo afirma: “Cada um [singular] tenha a sua própria esposa, e cada uma [singular], o seu próprio marido” (1Co 7.2). Ao mencionar as qualificações do presbítero, Paulo adverte: “É necessário, portanto, que o bispo seja… esposo de uma só mulher…” (1Tm 3.2).
No novo testamento vemos “e, com sua mulher, serão os dois uma só carne” Mateus 19:6.
As palavras hebraicas homem e mulher (ish e ishá) revelam que os dois foram feitos complementarmente um para o outro. O propósito de Deus é que no casamento, o homem e a mulher se tornem uma só carne, numa intimidade tal que não pode ser separada.
O casamento é uma aliança entre um homem e uma mulher e Deus é a testemunha dessa aliança (Ml 2.14). O adultério é a quebra da aliança conjugal (Pv 2.16,17). O divórcio é a quebra do nono mandamento da lei de Deus, ou seja, um falso testemunho, a quebra de um juramento feito na presença de Deus.
Os mandamentos de Deus para o casamento se baseiam em princípios que vão muito além de uma certidão ou contrato de casamento, são verdadeiras alianças de amor incondicional, é uma pena que muitos ministérios têm privado e frustrado pessoas em sua caminhada e crescimento espiritual, baseando-se em alegações tão distorcidas da palavra de Deus.
Os contratos de casamento, estabelecidos pela família em algumas sociedades antigas, sem a interferência do Estado, vindo a fazer parte do universo jurídico motivados por questão de ordem material e não afetiva ou religiosa. Não era a legitimação do casamento a preocupação inicial, mas sim a partilha dos bens ao final deste.
Só a partir do século IX a igreja (católica), começou a chamar para si a competência para regular de forma exclusiva a toda matéria matrimonial, vindo no Concílio de Trento em 1553 dar ao casamento a condição de sacramento da Igreja.
 Até então, desde a Igreja Primitiva, não havia dificuldade no reconhecimento do casamento conforme os padrões sócio-culturais, desde que fundamentado nos padrões bíblicos, conforme já citado.
No Brasil, a Igreja no seu princípio seguiu as diretrizes da Constituição Republicana de 24 de Janeiro de 1891, no art. 72, parágrafo 2°., que reconhecia apenas o "casamento civil", e do Código Civil que vigorou a partir do 1° de Janeiro de 1917, cujas disposições só reconhecia como válido o casamento civil celebrado pela autoridade secular.
Entendendo se dever cívico de submissão às autoridades constituídas (Rm 13) e da preservação dos bons costumes (padrão culturalmente instável), a Igreja Evangélica, sem maior reflexão bíblica, privou o batismo nas águas e conseqüentemente da santa ceia aqueles novos crentes congregados que se encontravam diante da "lei" irregulares e marginalizados em virtude de sua união conjugal não seguir as diretrizes legais de então, quanto ao casamento ou reconhecimento do status de família. Pois o Estado não reconhecia as uniões conjugais estáveis
 Porem através da Constituição de 1988 em seu art. 226 parágrafo 3°, acabou por reconhecer a união estável entre homem e mulher como entidade familiar, caracterizada pela convivência pública, contínua e duradoura com o objetivo de constituir família.
Tal artigo foi regulamentado pela Lei 9.278 de 10 de Maio de 1996 e pelo novo Código Civil de 10.01.2002 em seu art. 1723.

Se o que a bíblia nos recomenda  è que Todos devemos nos sujeitar às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus. Rm13,1 Sendo assim percebemos que tais mudanças nas leis do país, não quebraram nenhum principio bíblico referente a vida conjugal entre homem e mulher, ao contrário, consolidaram o referente princípio..
 Não vemos no novo testamento nenhuma exigência para o batismo nas águas com
relação a "contratos ou certidões de casamento".
As únicas exigências que encontramos ali são arrependimento, fé, consciência e vontade (Mc 16.16; At 2.38-41; 8. 36-37). A história e a Bíblia (Mt 15.3) nos revelam os riscos de se colocar a "tradição" acima da Palavra de Deus promovendo com isto a injustiça.
É no mínimo contraditório o fato de se negar o batismo nas águas para os crentes que participam ativamente mantendo a cooperação com a igreja  apenas baseando se em tradições ou padrões estabelecidos por homens
É necessário. Fazer uma análise crítica Para que erros venham a ser corrigidos.
Não fomos chamados, para imitar o mundo, mas para ser um referencial de Deus no mundo Jesus não aceitou os padrões estabelecidos por homens, mas nos mostrou a verdadeira vontade do Pai para os homens